Dólar é negociado em queda, a R$ 3,75

O dólar segue em queda nesta quinta-feira (3), sendo negociado ao redor de R$ 3,75, com investidores de olho nas primeiras movimentações do governo de Jair Bolsonaro, com expectativa favorável sobre medidas que possam garantir o ajuste fiscal.

Às 13h38, a moeda norte-americana caía 1,32%, a R$ 3,7584. Na mínima até o momento, chegou a R$ 3,7519. O dólar turismo era negociado a R$ 3,91, sem considerar o IOF (tributo).

Na véspera, o dólar fechou em queda de 1,69%, a R$ 3,8087 – o menor valor desde o fechamento de 22 de novembro. A última vez que a divisa fechou uma sessão abaixo de R$ 3,80 foi no dia 5 de novembro (R$ 3,7274).

No último pregão de 2018, o dólar recuou 0,55%, a R$ 3,8742, mas encerrou o ano com alta de 16,92% ante o real.

“Estaremos susceptíveis à volatilidade externa, mas existe espaço para que os ativos locais continuem mostrando desempenho relativo mais positivo enquanto for factível acreditar nas reformas econômicas e no bom andamento do novo governo”, escreveu o estrategista da empresa de gestão de recursos e ativos TAG Investimentos Dan Kawa.

Nesta quinta-feira, acontece a primeira reunião ministerial do governo de Jair Bolsonaro, e o mercado segue na expectativa por medidas de ajuste.

O presidente Jair Bolsonaro tomou posse na véspera e, ao longo desta quarta, ocorre a transmissão de cargos para os novos ministros, entre eles Paulo Guedes, novo ministro da Economia. No discurso de posse, Guedes disse que a Previdência Social, as privatizações e a simplificação de tributos são os “pilares da nova gestão”.

O BC vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 1,34 bilhão do total de US$ 13,398 bilhões que vencem em fevereiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Cenário externo

No exterior, as principais bolsas da Europa operavam em queda, em meio aos temores de desaceleração no crescimento global e queda acentuada das ações da Apple após a gigante de tecnologia reduzir para baixo a previsão de vendas para o primeiro trimestre.

A notícia reforçou o alerta entre os investidores sobre a desaceleração econômica global e levou à busca de ativos mais seguros, como o iene e o ouro

Com informações G1

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