DICAS PARA ECONOMIZAR NO SEGURO DO SEU CARRO

Dicas valiosas para economizar no seguro do seu carro

Em momentos como o atual, em que a frase “não está fácil para ninguém”, qualquer economia é muito bem-vinda, principalmente na hora de contratar o seguro para o seu carro. As recomendações incluem não só algumas brechas para reduzir o valor (sem infringir nenhuma regra), como orientações sobre quando economizar não é o melhor negócio porque o barato pode sair caro.

1) Simule os preços dos seguros antes de escolher seu carro

A economia no seguro começa pela escolha do carro. Para saber quais veículos têm os seguros mais baratos, é possível simular quanto custam os prêmios do seguro de cada modelo – valor pago pela aquisição do seguro – em uma ligação para o seu corretor ou nos sites de corretoras online.

2) Observe quais carros apresentam maior risco

Algumas características do carro podem mostrar quais deles apresentam maior risco à seguradora, e portanto terão apólices mais caras. Alguns veículos podem ter alto número de roubos simplesmente porque têm um número grande de carros em circulação. Por isso, o ideal é olhar a relação entre os roubos e a frota e não apenas o número absoluto de roubos.

Carros como o Volkswagem Gol e o Fiat Uno estão entre os veículos mais roubados, mas em relação à frota eles não aparecem no topo. Já o Fiat Punto tem um percentual de roubo muito alto em relação à frota.

Veículos que já saíram de linha também costumam ter seguros mais salgados porque ao deixarem de ser fabricados, suas peças originais ficam mais caras, elevando as buscas por itens roubados no mercado ilegal.

3) Escolha um bom corretor

Um bom corretor pode gerar economias não só no valor do prêmio, mas também de tempo em caso de sinistros (eventos em que o bem segurado sofre um acidente ou prejuízo e que representam a materialização do risco).

Além do tradicional boca a boca, o diretor da FenSeg afirma que para chegar a um bom corretor é importante pesquisa o seu número de registro junto à SUSEP, que mostra se o corretor é um profissional habilitado. “O corretor de seguros não é como o corretor de imóveis que depois de fechar o negócio sai de cena. Ele acompanha o cliente durante a vigência do seguro e até depois, caso haja sinistro e o cliente entre com um processo contra a seguradora.

4) Faça cotações no maior número possível de seguradoras

A comparação de preços é muito comum nas compras em supermercados, de carros e outros bens, mas não tanto com os seguros. Mas, assim como em qualquer outra compra, sai na vantagem quem pesquisa. E se antes os corretores conseguiam comparar preços em apenas em quatro ou cinco empresas, hoje algumas corretoras online permitem simular preços em mais de 15 seguradoras, em poucos cliques, e de graça.

5) Não pague pelo que você não precisa

É preciso ficar atento também para não pecar pelo excesso e pagar mais do que o necessário. As seguradoras têm vendido seguros cada vez mais completos e com mais mimos, como conserto de eletrodomésticos, serviços de eletricista e encanador e descontos em estacionamentos e despachante. Mas é importante avaliar se esses serviços encarecem o seguro e se de fato você usará tudo isso.

Se você não dirige em estradas e tem outros carros na garagem, pagar mais pela quilometragem de guincho ou pelo carro reserva não faz sentido. Da mesma forma, se o seu cônjuge tem um seguro que cobre reparos na residência também não é preciso pagar para ter esse mimo na sua apólice também.

6) Não preencha o formulário com preguiça

Preencher formulários não é nada divertido, mas tratá-los com paciência e carinho pode render bons descontos. Os dados neles contidos são fundamentais para mostrar o perfil de risco do segurado e formar o preço do seguro.

7) Ajude a seguradora a te ajudar

Se você raramente dá aquela ligadinha para o corretor para acionar a seguradora, os benefícios valem não só para eles, mas para você também. A variação no preço do seguro entre clientes que registraram sinistros e aqueles que não registraram há mais de dois anos é de 18,74% em média.

Isso ocorre por causa de uma política de desconto usada pelas seguradoras, a chamada classe de bônus, que oferece descontos aos segurados que não registram sinistros durante algum tempo. No primeiro ano do seguro, por exemplo, o cliente é classificado na classe zero; se após um ano ele não registrar sinistros e renovar sua apólice, ele passa à classe um, no terceiro ano passa à classe dois e assim por diante.

Se o cliente chegar à classe de bônus 10, a maior possível, ele chega a pagar, em média, um valor 49,47% menor do que pagaria se estivesse na classe 0.

8) Calcule se é melhor aumentar a franquia ou o valor do prêmio

A franquia é o valor que o segurado desembolsa para cobrir parte do prejuízo quando ocorre algum tipo de dano parcial ao seu veículo – excluindo danos a terceiros – e a seguradora é acionada. Quanto maior o valor da franquia, menor o valor do prêmio do seguro, e vice-versa.

Existem três principais tipos de franquia: ampliada, básica, reduzida e isenta. Na ampliada, o valor do seguro é menor, mas na ocorrência de um sinistro o valor pago pelo segurado pelo conserto do carro é maior. Já na franquia básica, o valor do seguro aumenta, mas a franquia fica mais barata. Na franquia reduzida, como o nome sugere, o valor pago pela franquia é bem mais baixo, mas o valor final do seguro é mais alto. E a franquia isenta elimina a necessidade de pagamentos por parte do segurado no sinistro, mas o custo inicial do seguro é maior.

9) Informe o corretor sobre eventuais mudanças

Assim como preencher o questionário da maneira correta pode render descontos, atualizar informações ao renovar também. Às vezes o segurado pode ter um desconto porque não tinha garagem no trabalho, foi promovido e agora tem, ou a empresa mudou para uma região menos perigosa.

Também é preciso informar ao corretor mudanças que possam encarecer o seguro para evitar que a seguradora negue a indenização ao cliente em caso de sinistro. Se a pessoa só fazia uso do carro para lazer e se tornou representante comercial, ela alterou todo o seu perfil de risco e isso deve ser informado para não gerar problemas no sinistro.

10) Use seu endereço correto

Usar um endereço de residência diferente do seu; omitir a informação de que o carro é usado por mais de uma pessoa; ou dizer que o carro é estacionado em garagem quando fica na rua são fraudes clássicas. E da mesma forma que os segurados praticam essas fraudes desde os tempos de suas avós, as seguradoras também estão habituadas a flagrar essas “mentirinhas” há um bom tempo.

Em alguns casos a declaração pode até ter um fundo de verdade, mas isso não basta. Os dados devem condizer totalmente com a realidade.

Adaptado de: exame.abril.com.br

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